Blog de fotografia por autoria de Motaz da equipa Miolo3. Nada profissional, tudo apenas pessoal; uma tentativa frustada de viver uma vida onde cada fotografia não é entregue às cinzas do esquecimento!

Desespero




Estou vivo! Estou morto!
E apenas traços negros pintam a minha vida!
Uns mais finos, Uma pequena ferida;
Uns mais largos, Uma pequena lágrima;
E uns maiores,
O Medo, A Amargura, A Saudade e O Desespero.


Estou vivo! Estou morto!
E o apenas a vontade me mantém em pé...


Extraio uma ilação:
VOLTEI!
As palavras preenchem-me os buracos vazios
E são - afinal - elas que me mantêm no chão.

Calor ...


Está tanto calor que até os lápis e as canetas saem do seu estojo para apanharem ar! Elas são como nós, são mesmo como o Homem: se têm um problema ficam para o enfrentar e viver?! Não!! Elas fogem tal como nós o fazemos, fogem com o medo de viver o tal problema!
E que tal deixarmos o calor viver dentro de nós e lutar contra os nossos problemas? Afinal, a fuga só nos vai adiar aquilo que mais receamos...

A Morte!

O maior medo e a maior dúvida são o medo e a dúvida da morte. Porém, imagino que o maior desejo do medo do Homem é o medo da dúvida da morte, que tanto nos atormenta, que tanto nos estagna constantemente em frente ao nosso futuro.

Mas isso é ridículo! Porque o presente ainda não morreu! E um dia, quando o presente deixar de existir, e quando não pudermos mais pensar na morte iremo-nos arrepender como este ser que aqui está morto; que daria as suas asas para poder voltar a voar!
For Su, who lights my day when I'm feelin' rubish! And also for Fatinha's quote who also lighted my day and my life!

Vida ao contrário




Há dias em que a nossa vida é colocada numa mesa e é revirada ao contrário. De cabeça para baixo e de meio copo cheio, seguramo-nos a quem nos rodeia e tentamos continuar a viver a vida.

Mas uma dia, talvez, quem nos segura irá-se cansar e , eventualmente, nos irá largar, e deixar-nos cair na mesa, entregues à amargura da escuridão.

Grass, jacket and hands



Por vezes necessitamos de retirar os sapatos, colocar os pés no chão e andar descalços. Só assim podemos calçar quem precisa e ser calçados por quem nos ama.


Mas se continuamos descalços nos chão e os sapatos continuam junto aos nossos pés, então tudo o que vemos não faz sentido, e toda a vida se perde entre nós mesmos.